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Organização das eleições foi elogiada pelos bispos

25 de Setembro de 2012, 10:19

A Comissão Episcopal de Justiça e Paz da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CE­AST) considerou ontem, em Luanda, que as eleições gerais de 31 de Agosto foram “melhor organizadas e podem servir de referência para futuros pleitos eleitorais”.

O padre Belmiro Chisseguenti, que apresentou o relatório dos observadores da Comissão Episcopal de Justiça e Paz em conferência de imprensa, afirmou ainda que as eleições foram “justas, livres e transparentes”. O também secretário-geral da Comissão Episcopal de Justiça e Paz apelou aos partidos políticos a organizarem melhor as próximas eleições, “procurando cumprir rigorosamente os prazos legais estabelecidos para os actos eleitorais, como a entrega em tempo útil das listas dos candidatos a delegados de lista, para o seu necessário e pontual credenciamento”.

Belmiro Chisseguenti defendeu que, durante as próximas campanha, os partidos políticos e coligações concorrentes apresentem “um projecto de sociedade credível e ajudem a salvaguardar a paz e a reconciliação nacional”. Os observadores da Comissão Episcopal de Justiça e Paz da CEAST recomendaram à Comissão Nacional Eleitoral (CNE) que mantenha a base de dados dos membros que participaram nas formações e nas assembleias de voto, no sentido de se diminuirem os custos e aproveitar a experiência acumulada para as próximas eleições gerais.

O padre apelou ainda à CNE para que nas próximas eleições “fiscalize com imparcialidade o cumprimento do Código de Conduta Eleitoral em relação a todos os agentes eleitorais, sobretudo os órgãos de comunicação social, partidos e coligações de partidos”.

De acordo com o padre, os observadores constataram como aspectos positivos do processo eleitoral a formação dos membros das assembleias de voto, a divulgação do processo eleitoral nos meios de comunicação social, no “site” da CNE, nas redes sociais, telemóveis, táxis e outros lugares, incentivando ao voto.

O sacerdote elogiou a utilização dos meios informáticos para a fácil localização das assembleias e mesas e a boa conduta por parte dos eleitores, das forças da ordem pública e dos membros das assembleias de voto no dia da votação.

Belmiro Chisseguenti assinalou ainda a disponibilidade da CNE para ouvir as queixas apresentadas pelos partidos políticos, a disponibilização da legislação eleitoral no “site” da CNE, a identificação das assembleias de voto e a contagem dos votos nestes locais, que na opinião dos observadores foi pacífica.

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