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Despedida aos heróis das eleições

06 de Setembro de 2012, 08:29

O segundo sub-chefe Adelino João Brandão, do Comando de Esquadra de Helicópteros da Polícia Nacional, uma das vítimas mortais do acidente aéreo ocorrido na província da Lunda-Norte, foi ontem a enterrar no cemitério de Santa Ana, em Luanda.

Familiares, colegas e amigos estiveram presentes no cemitério para o último adeus ao co-piloto que morreu domingo último, na Lunda-Norte, em consequência da queda do aparelho que também vitimou dois funcionários da CNE e o comandante da aeronave, inspector chefe Tiago Casimiro, cujo corpo é enterrado hoje, às 10h00, na sua terra natal, município do Tomboco, Zaire, com as presenças do governador provincial e do comissário João Lelo, comandante da Esquadra de Helicópteros.

Ontem no Cemitério de Sant’Ana (Estrada de Catete) centenas de pessoas deram o último adeus ao piloto de helicópteros da Polícia Nacional. O ambiente era de grande consternação e um colega disse à nossa reportagem que “ele informou que estava a correr tudo bem. As assembleias de voto mais isoladas da Lunda-Norte foram apoiadas pelo nosso helicóptero. Não faltou nada e ele sentia-se orgulhoso pelo trabalho feito. Mas já no fim foi acontecer esta tragédia”.

Muitos amigos diziam que o processo eleitoral foi exemplar “porque estes homens deram o melhor de si para que nada falhasse. Mas nunca pensámos que o Adelino Brandão viesse a perder a vida no cumprimento do dever”.

No último adeus ao piloto Adelino Brandão estiveram ontem no Cemitério de Sant’Ana o vice-ministro do Interior, general Eugénio Laborinho, e o presidente da Comissão Nacional Eleitoral, André da Silva Neto. No elogio fúnebre, foram exaltadas as qualidades humanas e profissionais de Adelino Brandão. Os mais inconformados pela tragédia eram os seus familiares directos, que sentiram profundamente a morte do seu ente querido. O comandante Casimiro Tiago Nzinga e o seu co-piloto, Adelino João Brandão, estavam ao serviço da Comissão Nacional Eleitoral, na Lunda-Norte. Devido a condições atmosféricas difíceis, o helicóptero despenhou-se, quando fazia uma operação logística para assembleias de voto longínquas.

No funeral de Adelino João Brandão também estiveram presentes, o comandante-geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, e o segundo comandante, Paulo de Almeida. Também participaram no funeral o general Hanga, comandante da Força Aérea Nacional, o vice-almirante Lando Filipe, chefe da Direcção Patriótica das Forças Armadas Angolanas, e outros oficiais generais.

Na terça-feira, durante a homenagem às vítimas, o ministro do Interior, Sebastião Martins, disse que o mau tempo que se fazia sentir na região esteve na base do acidente aéreo e anunciou que as equipas de inquérito continuam a trabalhar no local para apurarem mais detalhes sobre os motivos do acidente.

Sebastião Martins referiu que a informação preliminar de que dispõe dá conta que o helicóptero tinha cumprido todos os procedimentos de revisão e manutenção. “O piloto era experiente, mas aquela região do país é muito dura do ponto de vista de condições climatéricas”, afirmou.

Funeral adiado

O ministro garantiu que o Ministério do Interior e a Polícia Nacional vão prestar todo o apoio espiritual e material à família dos falecidos e reafirmou “confiança e reconhecimento” pelo trabalho realizado pelos efectivos da Polícia durante todo o processo eleitoral.

O funeral do comandante do helicóptero acidentado, Casimiro Tiago Nzinga, devia ter acontecido ontem, mas foi adiado para hoje, no cemitério municipal do Tomboco, província do Zaire.

O governador provincial, general Pedro Sebastião, esteve presente mas devido à ausência de familiares directos, sobretudo os tios da vítima, a cerimónia fúnebre foi adiada para hoje às dez da manhã.

Ontem estiveram no Tomboco, além do governador do Zaire, o comandante provincial da Polícia Nacional, o presidente da Comissão Provincial Eleitoral e milhares de amigos e familiares que ao longo de todo o dia passaram pela Casa Mortuária.

A vila do Tomboco ontem vestiu luto rigoroso e a vida económica e social parou. O comandante do helicóptero sinistrado, Casimiro Tiago Nzinga, era pessoa muito querida entre a população e tem numerosa família no município.

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