Últimas
Produtor da notícia

Escrutínio foi "o possível dentro do padrão das experiências das democracias africanas" - FNLA

03 de Setembro de 2012, 15:12

As eleições gerais de 31 de Agosto em Angola foram um "plebiscito" e "as possíveis dentro do padrão das experiências das democracias africanas", disse hoje em Luanda o líder da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA).

Lucas Benghy Ngonda, que leu uma declaração à imprensa sobre o resultado do escrutínio, considerou ainda que, à semelhança de 2008, as eleições de 31 de Agosto "foram revestidas de um carácter plebiscitário ao sistema vigente e para a consolidação de um estado democrático e de direito".

"Para a consolidação de uma verdadeira democracia em Angola", todas as forças políticas "têm de lutar contra a cristalização de uma democracia plebiscitária, cujos vencedores são sempre aqueles que detém o poder, porque têm todos os instrumentos de manipulação nas mãos", declarou.

Todavia, Lucas Ngonda aceita a vitória do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder desde a independência, em 1975, considerando representar a "escolha soberana" dos angolanos.

"Embora não estejamos satisfeitos com a natureza destes resultados, aceitámo-los para continuarmos com a reconstrução de Angola na paz e na harmonia nacional", frisou.

Nesse sentido, e considerando ser "um dever como patriotas e angolanos", Lucas Ngonda e a FNLA felicitam o MPLA e José Eduardo dos Santos pela vitória eleitoral, concluindo esperar que essa vitória "sirva para repensar Angola como pátria de todos os angolanos".

Não houve direito a perguntas após a leitura da declaração.

A FNLA, partido histórico fundado por Holden Roberto, que iniciou a luta armada de libertação nacional, tem vindo progressivamente a perder representatividade junto do eleitorado por via de conflitos internos e o aparecimento de outras formações partidárias.

Em 2008, a FNLA totalizou 71.416 votos, correspondendo a 1,11 por cento elegendo três deputados.

Segundo os últimos resultados provisórios, divulgados às 19:36 de domingo pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), a FNLA totaliza 56.083 votos (1,07 por cento), quando faltam apurar cerca de 2.300 das 25.359 mesas de voto.

O MPLA, no poder desde a independência, ganhou as eleições gerais em Angola com 72,24 por cento dos votos, segundo os dados provisórios da CNE.

A União Nacional Para a Independência Total de Angola (UNITA) conseguia 18,47 dos votos, enquanto a Convergência Ampla para a Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) concentrava 5,91 por cento.

EL.

Lusa/Fim

Banca de jornais

Rádios Online
Angola vai a votos
Saiba onde votar