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PRS duvida dos resultados divulgados pela CNE

03 de Setembro de 2012, 15:08

O Partido de Renovação Social (PRS), quarta força mais votada nas eleições gerais angolanas de sexta-feira, duvida dos resultados provisórios divulgados até agora pela Comissão Nacional, que lhe atribui 1,72 por cento, quase metade do alcançado há quatro anos.

A posição do PRS, que em 2008 foi a terceira força mais votada, com 204.746 votos, tendo elegido oito deputados, foi apresentada em conferência de imprensa pelo secretário-geral, Benedito Daniel.

O PRS está a efectuar uma contagem paralela dos resultados a partir das atas e relatórios dos seus representantes nas mesas de voto.

"O nosso resultado em termos de percentagem ultrapassa, de longe, os resultados que a CNE divulgou até agora", disse Benedito Daniel, remetendo uma posição final desta formação política, depois da divulgação final dos resultados.

Segundo os mais recentes resultados provisórios das eleições, divulgados pela CNE às 19:36 de domingo, o PRS totaliza até agora 90.277 votos, correspondentes a apenas 1,72 por cento.

Benedito Daniel considerou que o processo que conduziu às eleições gerais de 31 de Agosto "esteve muito minado".

"Tudo indicava para aquilo que todos vimos no dia 31 de Agosto: prazos não observados, cadernos errados, insuficientes, delegados não credenciados, eleitores deslocados para votar muito longe das suas áreas de residência, votação sem cadernos eleitorais, enfim, um conjunto de irregularidades propositadas", apontou.

"Há, portanto, razões substanciais para colocar em dúvida os resultados eleitorais", concluiu.

O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no poder desde a independência, ganhou as eleições gerais em Angola com 72,24 por cento dos votos, segundo dados provisórios divulgados no domingo pela CNE, quando faltavam contabilizar pouco mais de cinco por cento dos votos.

A União Nacional Para a Independência Total de Angola (UNITA) conseguia 18,47 dos votos, enquanto a Convergência Ampla para a Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) concentrava 5,91 por cento.

NME.

Lusa/Fim

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